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Ritmos & ciclos: Páscoa

O ritmo anual é reconhecido pelas estações. Mas não são apenas as estações que determinam cada etapa desse ciclo. Existem etapas individuais, celebradas ou recordadas, pela passagem dos anos; e,  outros marcos existentes nesse ciclo são as festas cristãs. No primeiro semestre, temos a Páscoa e São João e, no segundo semestre, o Natal; e antes desse, pela antroposofia, considera-se a data de Micael. Há algum tempo estas celebrações fazem muito sentido para mim. E, a medida que me aprofundo nesse assunto, mais significado traz a algumas experiências. Agora, a Páscoa me convida para um movimento de reflexão e oportunidade de transformação: me recolho, reorganizo, reestruturo e me liberto. Possibilidade de novos vôos. E a trajetória da lagarta até transformar-se numa borboleta é a imagem mais marcante. Uma oportunidade que a natureza traz com símbolos dentro de símbolos. Mistérios visíveis para serem desvendados e elaborados. Há muito o que aprender.

Para manter o ritmo

Embora atualmente até o ritmo da natureza esteja um tanto perturbado, não podemos esquecer de redobrar os cuidados e atenção com nossos próprios ritmos. Tudo em nós é orientado por um ritmo, diria, a partir do ritmo do  coração, da respiração... sem isso, estaremos com nossa vida perturbada, seja  sutil ou  não qualquer descompasso. Buscar observar algo na natureza nos possibilita reconectar com nossos ritmos mais profundos e sutis. Olhe à sua volta!  Aproveite oportunidades para se harmonizar. É mais simples do que parece.

Inventar para se distrair

Na bagagem

Potenciais lapidados, talentos elaborados, capacidades transformadas em habilidades, é assim que preparo minha bagagem e me lanço nessa trajetória. Vou inventando-me e realizando minhas possibilidades, criando o caminho à minha frente. Levo assim um pouco de criatividade e jogo de cintura para lidar com os imprevistos, uns bons pares de tolerância, e algumas peças de humor, sem esquecer o considerável respeito pela singularidade individual e a sensibilidade para captar o que não é tão palpável e para apalpar o que é delicado, mesmo que resistente. E além do saco para roupa suja, um vivo interesse pela história de cada um. Levo, também, um frasco de entusiasmo, coragem e superação. Nunca se sabe! E na bagagem de mão? Ah, sim! Levo algumas doses de acolhimento, pílulas de carinho e reconhecimento. E, não posso esquecer de levar o cuidadoso equilíbrio entre o leve e o profundo, e o firme limite para estabelecer os contornos. Observo um pouco mais minha bagage...

Carnaval

A festa para celebrar com alegria outros 'papéis', olhar as nossas próprias fantasias e sombras com humor já há muito perdeu seu tom. Uma pena! Parece que perdemos a capacidade de nos divertirmos com simplicidade interna e externamente.

Homenagem

Ártemis, deusa guerreira. Hoje escolhi o esmalte para as unhas pelo nome dado à cor: Ártemis.  Um chamado,  um lembrete para a guerreira que existe em mim.

Bagagem

Então... o caminho se faz ao caminhar. Estrada à frente, destino escolhido, o negócio, agora, é rever a bagagem: de tudo o que tenho, o que quero levar ?